Neste blogue iremos falar acerca da Obesidade, que é uma doença na qual a reserva natural de gordura de uma pessoa aumenta até ao ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade.
Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, é vista, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública: o excesso de peso predispõe o organismo a uma série de doenças, em particular doenças cardiovasculares, diabetes, etc..
A obesidade afecta cada vez mais cada um de nós.
Para a combater, surgem todos os dias soluções milagrosas nas quais se acaba por gastar muito dinheiro para se chegar ao fim com poucos ou nenhuns resultados.
Resumindo, se de facto fosse uma boa solução já muita gente a teria seguido e a obesidade estaria em extinção e não em crescimento.
O que é a Obesidade ?
É uma doença crónica com enorme prevalência nos países desenvolvidos que atinge homens e mulheres de todas as etnias e de todas as idades, e que traz consequências como a redução da qualidade de vida e elevadas taxas de mortalidade.
Tipos de Obesidade
A Obesidade pode ser dividida, relativamente à região afectada do corpo humano, em dois tipos distintos, a obesidade visceral e a obesidade ginóide.
A Obesidade é do tipo andróide, abdominal ou visceral quando o tecido adiposo se acumula na metade superior do corpo, sobretudo no abdómen. Este tipo de obesidade é típico do homem obeso. A obesidade visceral está associada a complicações metabólicas, como a diabetes do tipo 2 e a dislipidémia, e a doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e a doença vascular cerebral, bem como ao síndrome do ovário poliquístico e à disfunção endotelial (ou seja deterioração do revestimento interior dos vasos sanguíneos). A associação da obesidade a estas doenças está dependente da gordura intra-abdominal e não da gordura total do corpo.

Classificação / Diagnóstico da Obesidade
A obesidade pode ser classificada ou diagnosticada em termos relativamente absolutos. Na prática, a obesidade é avaliada em termos absolutos pelo IMC (índice de massa corporal), pela sua distribuição na circunferência da cintura ou pela razão entre as circunferências da cintura e do quadril. Além disso, a presença de obesidade pode também ser avaliada enquanto factor de risco cardiovascular e outras condições médicas que podem aumentar o risco de complicações para a saúde.
Índice de Massa Corporal
A obesidade e a pré-obesidade são avaliadas pelo Índice de Massa Corporal (IMC). Este índice mede a corpulência, que se determina dividindo o peso (quilogramas) pela altura (metros), elevada ao quadrado.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, considera-se que há excesso de peso quando o IMC é igual ou superior a 25 e que há obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30.
Circunferência da cintura
O IMC não distingue entre diferentes tipos de adiposidade, alguns dos quais podem estar mais associados a doenças cardiovasculares.
A circunferência absoluta (>102 cm para homens e >88 cm para mulheres) e o índice cintura-quadril (>0.9 para homens e >0.85 para mulheres) são, ambos, utilizados como medidas da obesidade central.
Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interacções entre o seu património genético (herdado dos pais e familiares), o ambiente socioeconómico, cultural, educativo e o seu ambiente individual e familiar.
- Estilo de vida
Existem pesquisadores que já concluíram que o aumento da incidência de obesidade em sociedades ocidentais nos últimos 25 anos do século XX teve como principais causas o consumo excessivo de nutrientes combinado com crescente sedentarismo.
Embora informações sobre o conteúdo nutricional dos alimentos esteja bastante disponível nas embalagens dos alimentos, na internet, em consultórios médicos e em escolas, é evidente que o consumo excessivo de alimentos continua a ser um problema. Devido a diversos factores sociais, o consumo médio de calorias quase quadruplicou entre 1977 e 1995.
Um estilo de vida cada vez mais sedentário teve um papel importante neste aumento da obesidade, sendo uma das principais causas da mesma.
- Genética
Existem provas científicas que sugerem haver uma predisposição genética que determina, em certos indivíduos, uma maior acumulação de gordura na zona abdominal, em resposta ao excesso de ingestão de energia e/ou à diminuição da actividade física.
- Doenças
Além da cura dessas situações poder diminuir a obesidade, a presença de excesso de peso pode agravar a gestão de outras.
As doenças físicas que aumentam o risco de desenvolvimento de obesidade incluem diversas síndromes tais como hipotiroidismo, Síndrome de Cushing, e deficiência das hormonas de crescimento.
Certas doenças psicológicas também podem aumentar o risco de desenvolvimento de obesidade, especificamente disfunções alimentares como bulimia nervosa.
Existe um grande número de condições médicas e psicológicas que estão associadas à obesidade.
Enquanto a obesidade tem diversas implicações para a saúde, o excesso de peso não está directamente associado a um aumento na taxa de mortalidade.
- Aparelho cardiovascular – hipertensão arterial, arteriosclerose, insuficiência cardíaca congestiva e angina de peito;
- Sistema pulmonar – dispneia (dificuldade em respirar) e fadiga, síndrome de insuficiência respiratória do obeso, apneia de sono (ressonar) e embolismo pulmonar;
Aparelho gastrointestinal – esteatose hepática, litíase vesicular (formação de areias ou pequenos cálculos na vesícula) e carcinoma do cólon;
- Outras alterações – osteartroses, insuficiência venosa crónica, risco anestésico, hérnias e propensão a quedas.
A obesidade provoca também alterações sociais e psicossociais:
- Depressão e perda de auto-estima.



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